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Minha Amiga Grazi!!

[Segunda-feira, Dezembro 03, 2007]

Saudade de sair da sua casa sem fazer barulho, na ponta dos pés, e admirar por alguns segundos, o sono dos justos em seus olhos e lábios cerrados. Encostar a porta de leve e não saber onde fica a luz do corredor.

por TaLeNa 1:40 AM

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[Terça-feira, Outubro 16, 2007]



por TaLeNa 3:46 AM

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[Domingo, Julho 22, 2007]

Aos amigos do Movimento Mudança

Sempre é estranho ter que ir embora. Deixando pra trás pedaços de mim, levando comigo pedaços de tantos outros... Pedaços de luta. Conquistas inteiras.
E a certeza de que a alma é uma só. Que a poeira vermelha da estrada de chão batido do sertão tem o mesmo gosto do sangue já seco nas calçadas das grandes capitais. Mas que o verde amazônico ou as tradições gauderias montam sorrisos de igual intensidade, tanto faz se em Goiás ou no Rio de Janeiro.
Brasil despedaçado e reunido por causas e objetivo comum: a inversão de valores. Porque pra nós não cabe priorizar o estático. Queremos a novidade que já deveria ser ultrapassada: Pessoas e e atitudes pela vida. Para que a esperança não se esgote e o sonho não se acabe.
Daqui do alto, vejo que as asas (já não sei se do avião ou dos anjos que habitam minha mente) cortam as nuvens, que para mim, remete à fumaça incansável dos cigarros. Das reuniões de cúpula às conversas informais. A saudade tem cor de fumaça... Chama-se 'cinza entristecido'. Já a luta, companheiros, essa, é visivelmente rubra...

por TaLeNa 8:47 PM

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[Quinta-feira, Maio 03, 2007]

Tô esperando na varanda, sentada no degrau em frente à porta. Será que você volta? O sol de fim de tarde e o vento gelado da chegada do inverno, acho que ensaiaram a canção `Everything 's gonna be alright´... E eu sei que vai. Você me deu como garantia beijos sinceros e passos de dança desconsertados... Não há como pôr em questão a veracidade das promessas.
Vejo na rua crianças brincando com bolhas de sabão. Será que elas se dão conta que eu espero? Que quero minha paz de volta? Que nesses dias que seguem, me esquecí de viver e ao invés disso apenas ocupo espaço?
Sentada no degrau eu imagino seu dia. Se comeu bem, se tomou um banho frio pra baixar a febre... Se estudou pra prova, se fez a barba, se escuta reggae antes do jantar. Se está sentado na varanda...
Escurece. Acendem-se as luzes. Chega de espera por hoje. Será que dá certo rasgar as folhas do calendário que faltam?


por TaLeNa 4:45 PM

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[Segunda-feira, Abril 30, 2007]

A gente percebe que cresceu quando descobre que príncipes (nada) encantados, não têm a ver com cavalos brancos. Chegam de bicicleta. E que pra gente formar par, não precisa ser princesa... Se for uma moça bonita já ta bom.
Ontem quando você tava sumindo lá no finzinho da rua, eu terminando meu cigarro, joguei a ponta numa poça d`água, bem do lado da onde você tinha atirado a ponta do seu. Enquanto as gotas de chuva faziam círculos na poça e as pontas se afastavam, você também tava indo pra longe de mim. Eu chorava bem quietinha, encostada no muro cantarolando `Olho para a chuva que não quer cessar, nela vejo o meu amor. Esta chuva ingrata que não vai parar...´.
Mas nem é tristeza que me bate, sabe? É saudade da boa. Saudade de quem sabe que é uma questão de tempo pra cair no mundo de braços abertos e vento no rosto. Tudo com você. Continuo com medo do escuro, mas sei que vai estar por perto pros sonhados beijos intermináveis até que os olhos mudem de cor. Pros sorrisos estampados em folhas brancas desenhados com giz de cera. Pras roupas coloridas no varal, na varanda, no quintal. Pra fumaça no cachimbo, pro cachorro do vizinho. Pros jogos de domingo ou as reuniões com os amigos na quinta. Pro nosso chalé no meio do nada, no meio de tudo. Eu vou esperar, acreditar sem saber, sem caber, `esperançar´. Cada verdade há de vencer o medo. E todas as palavras foram verdades. Aprendi que as verdades têm cor. E são verdes de pupila dilatada.
Mudei muito mais do que meu gosto musical. Mudei meu foco, minha lente e minha localização. Deixei de ser do centro da cidade pra ser de lugar qualquer. Estarei bem se não conseguir ler a legenda do filme, de tão sufocada pelo seu abraço. Se você voltar logo, juro que não brigo mais por causa das repetitivas manhãs na praia. Vou respeitar o seu descanso, deixar você deitar do meu lado, dormir sentindo o cheiro do seu cabelo... Pra no dia seguinte, te ver sumindo de bicicleta no fim da rua. Mas só se for dia após dia. Até você me levar...


por TaLeNa 4:00 AM

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-Quando o sono não chegar-


[Neste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candeeiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando o comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade
Tô fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
Ela é maltratadeira
Além de ser matadeira
ô saudade companheira
De quem não tem companhia
Eu vou casar com a saudade
Numa madrugada fria
Na saúde e na doença
Na tristeza e na alegria
Quando o sono não chegar
No mais distante lugar
No deserto beira mar
Dia e noite noite e dia]


Cordel do Fogo Encantado.

por TaLeNa 3:59 AM

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[ESPAÇO RESERVADO]

por TaLeNa 3:58 AM

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-Apesar de você-


[Amanhã vai ser outro dia...

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão. Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de ¿desinventar¿.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você...]

Chico Buarque.

por TaLeNa 3:25 AM

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Da prévia –mesmo com samba– de toda a tempestade que estava por vir

Vou começar do começo. Dos documentos perdidos, e do encontro (de coisas muito mais importantes que documentos). Das vitrines, e cavalos brancos, que não passam de metáfora somada à ilusão. Do beijo mágico no momento perfeito.
Depois, pseudo-fase. De início de sentimento, e pseudo-apresentações familiares. Te ver cantar sábado a noite e a vontade imensas de deixar de ser “pseudo”.
Deixou. Olhos nos olhos, sofá da sala. Euforia e mar de rosas. Planos imaturos e certeza absoluta do cumprimento de cada um deles. Trailer para viagens, e nome dos filhos escolhidos. Desejo de pastel, fora de hora. Pontadas de ciúmes que se curavam com afagos, de ambos os lados. Vó sua que virou vó minha, e a tentativa de fazer sua mãe se acostumar com meu chopp em cima da mesa. Cantar juntos, Abstinência de cigarros e sanduíche com bastante bacon (favor avisar ao dono da lanchonete que ele não é mais padrinho de nada). Saudades do irmão no exterior e lágrimas que se secavam em minha roupa. Chaves esquecidas na porta do carro, e o momento do primeiro “EU TE AMO”. Agora, amargando o calendário que já nem sabe quando foi o último.
Grande show e agradecimento público. Brinde ao amor, assombração da ex. 1º fim de semana juntos, sozinhos e isolados. Melhor lugar. Pizza e aniversário. Blusa de LA, caixinha surpresa com declarações de amor. Aliança de compromisso-selado, de eternidade, sabe? Ingenuamente ignorando que tudo que é sólido, se desfaz no ar! Desavenças, discussões e palavras ríspidas. Pipoca, dormir junto, e casamento de amigos. Ciúme de uma parte, descaso da outra. Ausência de uma parte, omissão da outra. Questionamento de felicidade seguido de abraços de ‘nunca vou te deixar’. Novas promessas mudas. Promessas de alma.
Na receita, errou-se a mão. Mão que sustentou no momento mais difícil: o da falta de esperança. Que mesmo em falta, num leito de hospital, faz ressurgir a vida. Verão vento TV. Discussões que culminam em gritos e desinteresse no filme em cartaz. Viagens inesperadas. Certeza do amor, que não se mostra agora, tão certo de si.
Depois, o desprezo, a falta, o abandono. A culpa, a substituição, o desespero, o vazio... E finalmente, o fim. Fim de tarde, fim de mês, fim de sonho, fim da linha...
E tudo se mostra como um círculo, que termina onde começou. Eu agora, sentada no sofá. Trajando o vestido estampado de Ana Carolina, e ouvindo os sábios conselhos de Zeca Baleiro que diz que de você, sei quase nada. Pra onde vai, ou porque veio. Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho...


por TaLeNa 3:22 AM

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-Vestido Estampado-

[Acabou, agora ta tudo acabado
Seu vestido estampado, dei a quem pudesse servir
Agora que eu não posso mais caber em ti
Não quero te ver, dizem que você não quer mais me olhar
Como velhos desconhecidos se você não me escuta
Eu não vou te chamar
O amor que eu dei não foi o mesmo que eu vi acabar
O amor só mudou de cor, agora já ta desbotado
Corra lá vem à tristeza atirando pra todos os lados
Pegue o vestido estampado, guarde pro carnaval
Guarde que eu nunca te quis mal
Até o feriado quarta feira de cinzas e ta tudo acabado...]

Ana Carolina.

por TaLeNa 3:21 AM

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